sexta-feira, 7 de maio de 2010

Justiça social-Justiça ecológica



Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar ao dia. E há, 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas. Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa anti-realidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto os 50% dos mais pobres (3,4 bilhões da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões".

Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insuficientes, pois a solução global remete a uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se reflete na dificuldade de mudar estilos de vida e hábitos de consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe (não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas poder-se-ia contar com esta radical mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a fim de salvar a pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Leonardo Boff é autor de Opção-Terra: a solução para a Terra não cai do céu, Record


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Democracia e Debate



Democracia e debate


Este é um ano de festa. Ano eleitoral. Festa democrática, festa política. A grande oportunidade que o calendário eleitoral oferece para a discussão dos grandes temas nacionais e estaduais. Ano em que as lideranças políticas e os partidos se expõem, oferecem-se ao julgamento e análise da população, e em outubro são julgados e escolhidos para a representação de nossos desejos e necessidades. Nos próximos dias aguardamos ansiosamente dos nossos políticos que se coloquem, que se pronunciem, que debatam, que discutam os grandes temas, enfim, que se ofereçam ao julgamento público.

Os vitoriosos, ganhando ou perdendo a eleição, serão aqueles que melhor se apresentarem, que mais aguerridamente combaterem, que mais claramente instruírem e educarem a populações.

Os derrotadoa serão os omissos, os calados, aqueles que não souberem expor sua plataforma com clareza e coragem aos eleitores.

Olho neles!!!

Opinião::: Ronald Carvalho
Fonte:::::: Folhavitoria.com.br

quarta-feira, 5 de maio de 2010

"Mães que Trabalham Fora de Casa"



Uma pesquisa sobre “mães que trabalham fora de casa”, divulgada em 2008 pela Universidade de Cambridge, Inglaterra, trouxe dados interessantes a respeito do tema.

O estudo coordenado pela socióloga Jacqueline Scott, que utilizou-se de informações do “Programa Internacional de Pesquisa Social” comparando resultados de pesquisas realizadas nas décadas de 80, 90 e 2000 na Grã-Bretanha, Estados Unidos e na Alemanha Ocidental, com variações de mil a cinco mil entrevistados por pesquisa.

Esses dados mostraram que, em 1998, 51% das mulheres e 49,5% dos homens acreditavam que a vida em família não sofreria danos caso a mulher trabalhasse fora de casa. E dados recentes mostram que esse número caiu para 46% entre as mulheres e 42% para os homens, o que mostra um crescimento da idéia de que a mulher com filhos deve cuidar apenas das crianças e da casa.

Estes dados indicam que o discurso de apoio para que a mulher assuma uma vida maternal e de trabalho fora de seu lar está diminuindo com o passar do tempo. Em entrevista dada à BBC News, Jacqueline Scott afirma que, a idéia de que mulheres possam combinar carreiras poderosas enquanto assam biscoitos com os filhos e lêem histórias para eles dormirem é cada vez mais vista como não realizável pelos simples mortais.

Entendemos que esta sobrecarga de tarefas que a mulher vem acumulando está sendo repensada. Dessa forma, torna-se necessário compreendermos que estamos passando continuamente por uma mudança nas atitudes e nas percepções sociais, o que pode ser benéfico, caso, entendamos esse repensar como uma busca por qualidade nas relações de trabalho ou familiares.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ventosa terapia age no sistema nervoso e previne doenças. Saiba como funciona



Ventosa terapia:É uma técnica oriental, cujo objetivo é a liberação dos bloqueios energéticos nos meridianos ou nos locais doloridos e contraturados, provocando também a desintoxicação do sangue, melhorando o sistema circulatório. A aplicação da ventosa nos pontos da acupuntura irá agir na função do sistema nervoso, aumentando a resistência e fortalecendo o organismo contra as doenças. Usa-se a ventosa nos pontos de assentimento, localizados no meridiano da bexiga, a 1,5 tsun do processo espinhoso ao longo da coluna vertebral.

É indicada para as seguintes patologias: Bronquites, enxaquecas, artrites, reumatismo, lombalgias, torcicolo, bursite, insônia, dores musculares entre outras.

A ventosa é usada com um copo esférico, usa-se a pressão negativa através da sucção da pele quando o ar interno diminui o volume. A pressão negativa provoca a eliminação de gazes e toxinas provocando uma hiperemia na pele, com isso aumenta a circulação da energia “ki”.

As técnicas usadas são: A ventosa seca, a molhada, e a deslizante. Pode-se usar vidro, ou seja, vácuo por combustão e a mecânica com a ventosa de acrílico.

O uso de ventosa terapia pode ter finalidade terapêutica ou estética, principalmente no caso da celulite, pois a pressão negativa deslizante facilita a distribuição e absorção dos cremes aplicados, como os redutores, que facilitam a quebra do tecido gorduroso subcutâneos.